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Co-dependência
10 Traços do co-dependente
Vídeos sobre drogas
A família do dependente antes ou na drogadição
A família do dependente sóbria - em recuperação
A natureza da dependência química
Aspecto físico - compulsão e debilidade física
Aspecto mental – obsessão e estado emocional
Aspecto espiritual – a serenidade de Volta
O que é Dependência Química (adicção)?
É uma doença mental e física (obsessão + compulsão). Atua em todas as áreas (física, mental e espiritual) do indivíduo. A dependência química/adicção é uma doença crônica, progressiva, incurável e fatal. Progride mesmo quando o dependente químico/adicto não está usando drogas. Assim como um diabético, o dependente químico/adicto em recuperação consegue apenas estacionar a doença, nunca curá-la. Aqueles que não conseguem estacionar a doença morrem e matam em conseqüência dela – acidentes de carro, suicídios, assassinatos, HIV, hepatite, etc. Quem não morre tem outros destinos: a prisão ou o hospício.
A idéia de que a recuperação de um alcoólico era possível antes que a sua saúde fosse definitivamente prejudicada juntou em 1935 um médico e um corretor da bolsa de Nova York que tinham um problema em comum: o alcoolismo. Assim nasceram os Alcoólicos Anônimos. Baseado no sucesso de alcoólicos anônimos nasceram grupos específicos para usuários de drogas: os Narcóticos Anônimos e outros. Organizados em milhões de pessoas, constituem uma comunidade mundial de adictos e alcoólicos em recuperação, que através da terapia de grupo tentam ganhar diariamente a batalha da sobriedade.
50% de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vêm de famílias de alcoólatras (Vaillant). A doença é contagiosa. Um familiar acaba adquirindo os hábitos e comportamentos de um dependente químico/adicto. Ao perceberem isto, os familiares criaram "grupos de familiares co-dependentes". Estes grupos ensinam o familiar a cuidar de si próprio para não sofrer tanto com o adicto. Freqüentando um grupo, o familiar acaba descobrindo a existência do seu problema de co-dependência e a forma como ele se manifesta. Assim, acaba também por agir de forma diferente junto ao dependente e no final influi na decisão do dependente de procurar ajuda também.
- O co-dependente é guiado por uma ou mais compulsões.
- O co-dependente é compelido e atormentado pelo jeito que as coisas eram na família disfuncional de origem.
- A auto-estima (e muitas vezes a maturidade) do co-dependente é muito baixa.
- O co-dependente tem certeza de que sua felicidade depende de outros.
- Do mesmo modo, o co-dependente se sente extremamente responsável pelos outros.
- O relacionamento do co-dependente com o cônjuge ou outra pessoa significativa é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e independência.
- O co-dependente é um mestre da negação e da repressão.
- O co-dependente se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar mudá-las.
- Além disso, a vida do co-dependente é pontuada por extremos.
- Para finalizar, o co-dependente está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida.
1-A Família do dependente antes ou na drogadição:
A sua estrutura familiar é a seguinte: o segredo familiar em esconder o problema da dependência, a isso se isola e ainda não funciona direito. Com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos. Os co-dependentes são pessoas que amam demais o dependente. Os co-dependentes criam novos comportamentos e papéis para diminuir ou aliviar a sua dor. Ocorre a generalização: a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência. Não há comunicação entre os co-dependentes. Ninguém diz os seus sentimentos para outra pessoa. O certo e o errado constituem uma verdadeira confusão. Usa-se muito os extremos (tipo: o dependente já está curado). Procuram mentir, quando o mais fácil seria dizer a verdade. Por se acharem culpados, os co-dependentes se acham pessoas diferentes.
2- A família do dependente sóbria - em recuperação
A família passa a significar calor unido a mais respeito e mais disciplina, como se vê abaixo: Reconhece, identifica e afirma os seus sentimentos Ensina a ouvir atentamente e ativamente Permite que todos cresçam cada, um no seu espaço Todos competem, sem serem competitivos Reconhece e apóia o trabalho de cada um e opera com amor.
A natureza da dependência química
É síndrome
A dependência química é uma doença bio-psico-social ativada por uma predisposição da pessoa a desenvolver dependência a substâncias psicoativas que provocam alterações no estado de humor. É uma doença que pode ser reconhecida através de sinais e sintomas específicos. Um profissional especializado pode reconhecer de modo rápido e seguro a presença ou não da doença.
É primária
É considerada primária, provocando por si mesma os problemas de ordem secundária, tanto clínicos quanto emocionais e psíquicos. Estes problemas decorrentes da dependência não podem receber tratamento eficiente a não ser que a doença primária seja controlada.
É progressiva
Apresenta um curso progressivo e previsível, sem possibilidade de regressão, evoluindo para estados de maior gravidade se não for estacionada.
É crônica
É crônica no sentido de que a dependência não deve ser encarada como um único ataque agudo, mas como algo permanente, continuamente vulnerável à recaída. Pode evoluir para a fase terminal devido às drásticas alterações no comportamento e no sistema de valores ético-morais, ao colapsomental e emocional ou à falência completa dos órgãos; ou levar ao suicídio.
É tratável
A dependência química é tratável, embora não se possa curá-la. Seus sintomas podem ser detidos através da abstinência total de toda e qualquer substância química que altere o humor. Além da abstinência, a vulnerabilidade do dependente químico à recaída pode ser controlada através de mudanças permanentes no estilo de vida, nas atitudes e no comportamento.
Aspecto físico - compulsão e debilidade física
Compulsão:
Compulsão é a incapacidade de parar de usar uma vez que se tenha começado. Para estacioná-la é necessário internação em regime de liberdade restrita. É importante que o dependente se afaste da sociedade por este período justamente por causa deste aspecto da doença. A duração do período de internação é de 6 meses, incluindo as ressocializações, para pacientes que nunca tenham estado internados ou que tenham concluído uma internação baseada em 12 passos. O tempo é o melhor remédio para a compulsão.
Debilidade Física:
A disciplina, por incrível que possa parecer, é fundamental para a recuperação física. O relógio biológico se ajusta novamente. Há hora para dormir e acordar, e as cinco refeições do dia são feitas em horários certos e equilibradas nutricionalmente. Porém, para que isto ocorra, o residente deve permanecer na comunidade pelo tempo sugerido. O físico se recupera.
Aspecto mental – obsessão e estado emocional
Obsessão:
A obsessão é o desejo incontrolável que nos leva a usar droga, mesmo destruindo nossas vidas. Ela força o indivíduo a usar droga repetidas vezes, mesmo contra sua própria vontade. Para tratar esse aspecto, o adicto irá aprender as ferramentas necessárias para lidar com essa vontade de usar drogas. Esta é uma parte da doença que está ativa 24 horas por dia, até mesmo enquanto dormimos. É ela que nos leva até a sonhar com o uso de drogas. Embora com o tempo limpo ela diminua, mais cedo ou mais tarde todo adicto terá que lidar com ela. Para isso é fundamental trabalhar os passos. O interno receberá as ferramentas para lidar com esta grande dificuldade.
Estado Emocional:
O equilíbrio emocional é fundamental. Normalmente, a pessoa chega arrasada emocionalmente e com uma completa perda da própria identidade. A recuperação não se dá simplesmente por ficarmos limpos. Quando nos abstemos de todas as drogas (e isto também se refere ao álcool e à maconha), encaramos sentimentos com os quais nunca tínhamos lidado com êxito antes. Experimentamos até sentimentos que nunca havíamos sido capazes de sentir no passado. Devemos estar dispostos a encarar novos e velhos sentimentos, à medida que eles aparecerem. Aprendemos a experimentar sentimentos e compreendemos que eles não nos podem prejudicar se não agirmos em função deles. Ao invés de agir guiados por esses sentimentos, que não conseguimos controlar, nós PARTILHAMOS: para isso existem as nossas reuniões de partilha, o padrinho, os conselheiros, o coordenador e o trabalho psicológico. Partilhando, aprendemos a trabalhar os sentimentos. É sempre muito possível que algum de nós tenha tido uma experiência semelhante à sua e possa assim compartilhar o que funcionou. Os Doze Passos, os novos amigos, os padrinhos, a equipe, a meditação, o relaxamento e a conscientização da doença, são todos fatores que nos ajudam a lidar com esses sentimentos. Com o passar do tempo nossas alegrias se multiplicam ao compartilharmos os bons dias; e aliviamos as nossas tristezas ao compartilharmos os maus dias. Pela primeira vez nas nossas vidas não precisamos vivenciar nada sozinhos. Agora temos um grupo, um atendimento psicológico, e podemos desenvolver uma relação com um Poder Superior que pode estar sempre conosco.
Aspecto espiritual – a serenidade de volta
Qualquer estilo de vida que busque uma realização espiritual parece exigir exatamente aquilo que falta na adicção: liberdade, boa vontade, ação criativa e crescimento pessoal. Com liberdade, a vida é um processo que avança e se modifica com sentido. Olha-se para frente com uma expectativa razoável de melhor e mais rica realização dos nossos desejos e um preenchimento espiritual do nosso eu individual. Essas são, naturalmente, algumas das manifestações do progresso que resulta da prática diária dos Doze Passos. O programa espiritual, como os grupos de auto-ajuda, faz parte do tratamento e é obrigatório. A Salve a Si não visa religião e sim ESPIRITUALIDADE. Independente da sua religião, pregamos que qualquer pessoa é aceita e pode ter um Poder Superior de sua compreensão, desde que este conceito signifique um Ser Bondoso, Amoroso e Maior do que a pessoa. O convívio em comunidade e igualdade é uma ação que inclui outras pessoas além de nós mesmos — uma maneira de considerar os outros tão importantes nas suas vidas quanto nós na nossa.

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"Assim como um diabético, o dependente químico/adicto em recuperação consegue apenas estacionar a doença, nunca curá-la. Aqueles que não conseguem estacionar a doença morrem e matam em conseqüência dela".